sexta-feira, 26 de junho de 2009

            

Traz toda a tua graça
Tudo que por hora eu quero esquecer
O sol no rosto
A brisa me traz medo e esperança,
É sinal de que o tempo pode fechar.
Contudo posso sentir a liberdade,
Como se em cada sopro do vento,
Que tocasse meu rosto,
Fizesse-me voar,
Plainar sobre todos os meus problemas.
Voando acima de tudo,
Mesmo só,
Consigo alcançar a paz.
Olhos fechados,
O arrepio,
Tua imagem em meu rosto,
E de repente,
Fim.
Tudo passou,
A imagem, o vôo, a liberdade, a paz.
A brisa acabou.
E a chuva cai.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Linha de Chegada

Mesmo dando meu melhor,
Nada surge efeito,
Por mais que tente me mostrar completa,
Meu olhar me entrega,
Meu sorriso condena.
Meus motivos para o viver,
Agora me parecem insanos,
Inválidos.
Tristeza amenizada,
Sentimento reprimido,
Alegria é ver o outro sorrindo.
Meu desespero ver seu choro,
Meu sofrimento ver sua tristeza,
Vida por vida,
Mais vale a mim a sua que a minha.
Agora sem tua vida estou,
Meu destino escolheu outro caminho,
Minha vida me prega peças,
Que já não dou conta de superar.
Cada dia mais confusa,
Mais amarga.
Resumo-me em esperar,
Que eu te reencontre,
Ou que este caminho,
Chegue ao seu fim.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Lágrimas

Ouça minha alma,
Seque minhas lágrimas,
Sinta meu silêncio.
Olhe em meus olhos,
Busque minha verdade,
Creia nela.
Leia minha mente,
Leia os meus lábios,
Entenda-os.
Coloque-me em seus braços,
Faça com que eu sinta seu calor,
Proteja-me.
Esqueça minhas ofensas,
Ignore minha rispidez,
Perdoa-me.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Visão Noturna

E agora, que caminho tomar?
Minha visão não é mais aliada,
Mostra-me caminhos que não quero trilhar.

Visão noturna,
Nada além de estrelas, e silêncio,
E agora, qual alternativa escolher?
Sou pequena e frágil,
Meus deslizes, pode gerar meu fracasso.

E o fracasso,
O que seria?
Bom ou ruim nesse instante,
As vezes é nele que encontrarei a minha força,
Ou seria nele que teria um final irreversível?!
Dúvidas.

Me movo pelo som,
Pelo som da sua voz,
Do bater de seu coração,
Pelo som do vento,
Pelo som que me abrange, no momento.

Me sinto segura, no nada,
Pois o nada não tem explicação,
Não é visível aos meus inimigos,
E nem a mim.

Estranhamente calma,
Meus passos cada dia mais tomam firmeza,
Meu chão não é mais de nuvem,
É de areia,
Meu caminho está sendo trilhado,
E agora não quero mais olhar pra trás,
De nada vai adiantar.

Cada passo dado, já foi dado,
E isso significa que outro terei de dar,
E nesse novo passo,
Posso me fazer águia,
Ou sapo.

A decisão somente a mim cabe,
E meu coração bate,
Minha alma aquece,
Minha visão, aos poucos, retorna.