terça-feira, 28 de setembro de 2010

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Se eu fosse mais nítida em meus atos,
Mais clara em meus pensamentos,
Mais consciente do que sinto,
E mais descrente em quem me rodeia,
Talvez a dor da decepção,
Que tenho e que dou,
Não fosse tão forte assim agora.
Agora, lágrimas não caem mais,
A dor é tão intensa, constante,
Profunda,
Que nem elas conseguem traduzir,
Tudo que se passa aqui dentro, com exatidão.

Um pouco mais de mim

Fria.
Era tudo que eu queria ser.
Um pouco mais de calculo em minhas atitudes,
e menos impulso,
seria o ideal.
Queria me entregar menos aos meus desejos,
Aos meus sonhos.
Queria ter menos fé, ...
Na vida.
Queria acreditar menos,
No fato de que as pessoas possam realmente,
Me ver como sou.
Eu gostaria de ser,
Só um pouquinho,
Mais minha, do que dos outros.

Amanhã

E eu preciso urgentemente do amanhã,
Preciso que o sol nasça de novo,
Que ele clareie minha mente.
Eu preciso acreditar que tudo isso vai passar,
Que amanhã, tudo estará normal.
Que a lua vai brilhar da mesma forma,
E o céu vai rir com suas estrelas pra mim,
Que eu estarei feliz.
Tenho de acreditar que com a noite,
Toda essa dor se vai.
Nada de pensar no passado, nada.
Eu preciso intensamente,
Que o meu presente se torne passado,
E que leve pra lá,
Todo esse meu sofrer,
Esse meu rancor,
Essa minha tristeza, que me faz desejar tanto um futuro incerto.