quinta-feira, 5 de maio de 2016

Carta ao amor.

Vez ou outra sinto saudade
de fazer sala
trocar as roupas de cama,
preparar o café
planejar o jantar.
Sinto falta de arrumar a casa
pra poder te recepcionar.
Mas deixa assim,
deixa o tempo passar,
quem sabe,
outrora, 
esse meu peito que há muito tempo 
fora teu paradeiro,
possa voltar a te hospedar.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

É que nessas idas e vindas que o mundo dá,
perdi meu norte
já nem sei qual meu lugar.
É que essas pessoas que andam sem parar,
me instigam a saber pra onde
onde querem chegar?
Nessa cidade de luzes que não se apagam,
não quero dormir,
não quero acordar. 
É que esses amores que eu deixo passar
me cansam
me fazem pensar em parar.
Mas essas idas e vindas,
dessas pessoas,
nesse lugar, 
é que ver essas luzes, 
me faz acreditar,
há sempre um outro lugar pra conhecer,
um novo alguém com quem dormir,
um porquê acordar
haverá novas luzes
e pessoas pra desvendar.

Não

é esse aperto no peito que não cessa
essa saudade que não cede
a tua imagem que não me foge
tua voz que não cala
teu perfume que não some
é teu olhar que não se apaga
é tuas mãos que não me afagam
teu abraco que não me aperta
teus lábios que não me beijam
é esse não, que não se ausenta.