quinta-feira, 26 de novembro de 2009

           

E tudo que posso ouvir agora,
É o que vem do meu mais profundo ser.

Nem o som dos carros,
A velocidade em que o vento bate em meu rosto,
Nada, nada além do mais profundo e agitado bater do meu coração.
Seria um sinal?
Existe algo que ele quer me dizer.

E tudo que posso ouvir agora,
É o que vem do meu mais profundo ser.

E eu já não quero mais ouvir nada além disso,
Não quero ouvir as vozes que insistem em querer me levar pra baixo,
Eu estou subindo,
Estou indo pra um lugar desconhecido até mesmo a mim.

E tudo o que posso ouvir agora,
É o que vem do meu mais profundo ser.
Tudo que posso ouvir agora,
É o bater apressado do meu coração,
É o sangue que teima em correr nas minhas veias.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

           

Minhas mãos trêmulas procuram pelo seu rosto,
Ouço seus passos e cada vez mais
eles se distanciam de mim,
Mesmo sem voz,
grito por seu nome,
estou só,
estou com medo,
Meu coração bate cada vez mais devagar,
a escuridão me domina aos poucos,
Derrepente o alívio de te ver voltando ao meu encontro,
e sentindo o seu calor,
posso adormecer, enfim,
sem fim.