E se tudo que eu escrever tiver a tua caligrafia?
Seguir teu traço,sua linha?
Me fazer ver-te em cada ponto e vírgula,
em cada espaço, em cada tinta.
E se tudo que eu olhar tiver o seu rosto?
Teus olhos no espelho aos meus sobreposto.
Obrigar-me ei a entender-te uma vez mais.
E se tudo que eu provar tiver teu gosto?
Sentir em meus lábios os lábios seus a cada almoço.
Provar-te uma vez mais será imposto.
E se tudo que eu ouvir tiver teus tons?
Que ouvir-te-ei a cada respiração, susurro, ofegação,
pulsar, cantar e silenciar estará exposto.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Assinar:
Comentários (Atom)