quinta-feira, 26 de novembro de 2009

           

E tudo que posso ouvir agora,
É o que vem do meu mais profundo ser.

Nem o som dos carros,
A velocidade em que o vento bate em meu rosto,
Nada, nada além do mais profundo e agitado bater do meu coração.
Seria um sinal?
Existe algo que ele quer me dizer.

E tudo que posso ouvir agora,
É o que vem do meu mais profundo ser.

E eu já não quero mais ouvir nada além disso,
Não quero ouvir as vozes que insistem em querer me levar pra baixo,
Eu estou subindo,
Estou indo pra um lugar desconhecido até mesmo a mim.

E tudo o que posso ouvir agora,
É o que vem do meu mais profundo ser.
Tudo que posso ouvir agora,
É o bater apressado do meu coração,
É o sangue que teima em correr nas minhas veias.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

           

Minhas mãos trêmulas procuram pelo seu rosto,
Ouço seus passos e cada vez mais
eles se distanciam de mim,
Mesmo sem voz,
grito por seu nome,
estou só,
estou com medo,
Meu coração bate cada vez mais devagar,
a escuridão me domina aos poucos,
Derrepente o alívio de te ver voltando ao meu encontro,
e sentindo o seu calor,
posso adormecer, enfim,
sem fim.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Minutos

E quando você se cala,
Um minuto se vai,
E quando a música toca,
Um minuto se foi.
São tantos minutos perdidos
Em meio ao caminho,
Que mal notamos a diferença que eles fazem.
O que seria um minuto antes que sua voz se calasse?
Um minuto de silêncio antes que todo o mundo se manifestasse?
O que seria um minuto de paz antes da guerra?
Que importância isso tem pra você?
O que seria um minuto antes que a vela se apagasse?
Um minuto antes que o dia amanhecesse?
Como você o aproveitaria?
Mudaria algo?
O que faria com um minuto de reflexão antes do erro?
Um minuto de oração antes da morte?
E o que você sentiria nesse minuto?
O que você faz agora com seus minutos?
E o que você fará com os próximos?

           

Não sou um livro pra ter várias partes de mim,
Sou sólida, uma só,
Sem começo sem meio sem fim,
Sou como uma mistura homogenia,
Uma mistura de todos os defeitos possíveis,
De virtudes pra alguns invisíveis,
Sou o que sou,
E posso mudar.
Posso fingir,
Ignorar,
Ser metade do que já sou,
Ou querer ser o inteiro do que nunca fui,
Posso ser mais um na imensidão,
Ou fazer com que a imensidão seja apenas algo mais que não entendendo,
Que vagam dentro dos vários caminhos desertos,
Que habitam em mim.

Paisagens

Não vejo nada,
Apenas sinto.
Como uma estátua consciente,
Vejo-me parada em um espaço,
Um espaço que ainda não havia notado,
Sinto o vento em minha pele,
Sinto a leveza da água aos meus pés,
E sei que ainda estou viva.
Sinto ao meu redor,
Todas essas exorbitantes vidas,
Que passam ligeiramente por mim,
Sem ao menos notar minha presença,
Ou tudo que nos rodeia,
Faço eu parte da paisagem?!
Ou será que o brilho da manhã,
Já não nos ilumina como antes?!
Que toda a brisa que nos acarinha o rosto,
Tornou-se banal,
Usual?!
Seria eu uma demente,
Em registrar tudo que me cerca?
Tudo que me dá vida?
Ou seriam os outros,
Enevoados,
Entretidos em meio a toda a imensidão?!
Inibidos,
Em meio ao rotineiro caminho que trilham?!
Seria você,
Eu ou eles?!
Ou todos nós somos apenas parte da paisagem?!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

            

Quando o escuro da noite me envolve,
e o barulho natural da cidade não me atormenta mais,
Quando minha voz faz eco em meio a mim,
quando todo o meu corpo está inerte,
Quando o bater do meu coração se torna mais rápido,
mais forte,
Estou de novo em mim.
Quando tudo o que eu penso some,
quando meus problemas desaparecem,
quando não tenho de ser, nem fazer nada,
quando posso demonstrar-me sem temer,
me sentir,me observar, me avaliar,
Reencontro minha paz,
Quando minha vontade de viver,
supera meu medo de errar,
quando minha fé está estável,
e todo meu ser,
músculos, órgãos e mente,
funcionam em perfeita sincronia,
Retomo meus sentidos,
Vivo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

            

Quisera eu, que minhas palavras ecoassem com o vento,
E se fizessem presentes em todos os lugares,
Quisera eu, que não só falasse coisas bonitas,
Como as vivesse,
Quisera eu, saber controlar o tempo,
Ou ao menos aproveitar o meu,
Quisera eu controlar meus atos,
Ou meus sentimentos,
Quisera eu não ser tão humana,
Tão mortal, imprevisível,
Flexível e sentimental,
Quisera eu não sentir dor,
E não fazer ninguém sofrer,
Quisera eu não cometer erros,
Ou ter capacidade pra consertá-los,
Quisera eu ser consciente sobre o que sou,
Ser e sentir,
Saber dar valor,
Em quem me ama e ao que me rodeia,
A minha vida, sem graça,
Ao que me vêem de graça,
Ao que lutei pra conquistar.
Quisera eu aprender o sentido da vida, e aproveitá-la da menor maneira,
Sem ter estribeiras, sem pensar se haverá amanhã.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

R.A.C

Minuto após minuto,
E sua imagem de novo em minha mente.
Sua voz, como eco em minhas lembranças.
Suas risadas nada contidas,
Suas piadas engraçadas,
Seus momentos brincalhões de seriedade.
A alegria do seu viver,
A sinceridade de seu sorriso,
O brilho de seu olhar,
Seu abraço apertado.
Seu andado atrapalhado.
Sua forma de se expressar.
Como em um filme,
Que não para de rodar,
Nossos momentos se tornaram eternos em mim.
E nos lugares onde estávamos,
A marca de seu tênis velho, desbotado
Continua lá,
Seu caminho trilhado,
Deixou um rastro de sorrisos, momentos inesquecíveis,
Amor incondicional, e lições.
Lições de vida,
De afeto, de como ser um ser humano.
Você alcançou sua linha de chegada,
Meu caminho continua mesmo sem você,
Me basta apenas esperar,
Que quando, eu alcançar, minha linha de chegada,
Você esteja lá a me esperar.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

            

Traz toda a tua graça
Tudo que por hora eu quero esquecer
O sol no rosto
A brisa me traz medo e esperança,
É sinal de que o tempo pode fechar.
Contudo posso sentir a liberdade,
Como se em cada sopro do vento,
Que tocasse meu rosto,
Fizesse-me voar,
Plainar sobre todos os meus problemas.
Voando acima de tudo,
Mesmo só,
Consigo alcançar a paz.
Olhos fechados,
O arrepio,
Tua imagem em meu rosto,
E de repente,
Fim.
Tudo passou,
A imagem, o vôo, a liberdade, a paz.
A brisa acabou.
E a chuva cai.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Linha de Chegada

Mesmo dando meu melhor,
Nada surge efeito,
Por mais que tente me mostrar completa,
Meu olhar me entrega,
Meu sorriso condena.
Meus motivos para o viver,
Agora me parecem insanos,
Inválidos.
Tristeza amenizada,
Sentimento reprimido,
Alegria é ver o outro sorrindo.
Meu desespero ver seu choro,
Meu sofrimento ver sua tristeza,
Vida por vida,
Mais vale a mim a sua que a minha.
Agora sem tua vida estou,
Meu destino escolheu outro caminho,
Minha vida me prega peças,
Que já não dou conta de superar.
Cada dia mais confusa,
Mais amarga.
Resumo-me em esperar,
Que eu te reencontre,
Ou que este caminho,
Chegue ao seu fim.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Lágrimas

Ouça minha alma,
Seque minhas lágrimas,
Sinta meu silêncio.
Olhe em meus olhos,
Busque minha verdade,
Creia nela.
Leia minha mente,
Leia os meus lábios,
Entenda-os.
Coloque-me em seus braços,
Faça com que eu sinta seu calor,
Proteja-me.
Esqueça minhas ofensas,
Ignore minha rispidez,
Perdoa-me.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Visão Noturna

E agora, que caminho tomar?
Minha visão não é mais aliada,
Mostra-me caminhos que não quero trilhar.

Visão noturna,
Nada além de estrelas, e silêncio,
E agora, qual alternativa escolher?
Sou pequena e frágil,
Meus deslizes, pode gerar meu fracasso.

E o fracasso,
O que seria?
Bom ou ruim nesse instante,
As vezes é nele que encontrarei a minha força,
Ou seria nele que teria um final irreversível?!
Dúvidas.

Me movo pelo som,
Pelo som da sua voz,
Do bater de seu coração,
Pelo som do vento,
Pelo som que me abrange, no momento.

Me sinto segura, no nada,
Pois o nada não tem explicação,
Não é visível aos meus inimigos,
E nem a mim.

Estranhamente calma,
Meus passos cada dia mais tomam firmeza,
Meu chão não é mais de nuvem,
É de areia,
Meu caminho está sendo trilhado,
E agora não quero mais olhar pra trás,
De nada vai adiantar.

Cada passo dado, já foi dado,
E isso significa que outro terei de dar,
E nesse novo passo,
Posso me fazer águia,
Ou sapo.

A decisão somente a mim cabe,
E meu coração bate,
Minha alma aquece,
Minha visão, aos poucos, retorna.

sábado, 30 de maio de 2009

Só, Viva

Deixe que o vento te leve,
Deixa que eu deixe esse sentir breve,
Deixe que a música te embale,
Que a poesia te decifre,
Que a lua te esfrie,
E o sol te aqueça,
Deixe-me enlouquecer,
Deixa que a noite me proteja,
Deixa que eu deixe meu destino em suas mãos,
Deixa que eu me entregue,
Deixe-me ser sua pele.
Me deixa contigo ter aonde ir,
Onde terminar.
Perca-se em mim,
Ame-me,
Mas me deixe prosseguir,
Mesmo que for sem ti.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vulnerável

Em uma terceira dimensão
Sentia-me distante,
Sabia que estava,
Vultos rondavam minha visão,
Eram imagens tão conhecidas,
Apesar de nunca terem sido sentidas,
De não ter sido real.
Deixei-me ser entendida,
Deixei que desvendassem meus segredos,
Aqueles guardados em uma caixa invisível,
Com meus maiores desejos,
Temores, receios.
Meu calcanhar de Aquiles,
Exposto por uma ilusão,
De uma imutável e vil paixão

domingo, 24 de maio de 2009

Esperar o inevitável

Como se dilacerado meu coração já não bate,
Meu corpo reage como o esperado,
Ele esta inerte,
Esperando a morte chegar.
Tudo foi deixado pra trás,
Os sonhos já não me atraem,
A realidade é fria e cruel,
Minha vida inteira aos meus olhos,
E não há nada que me faça voltar
Nenhuma lembrança que me faça feliz de novo,
Nada que me faça querer a vida de volta,
Minha única vontade é que tudo isso acabe,
Rápido, sem delongas,
Sem mais qualquer sofrimento,
Não quero mais as lembranças assustadoras do meu passado,
Não quero sentir medo,
Aquele sentimento de alegria eterna que tanto me iludiu,
Eu não quero,
Não quero me iludir,
Eu quero apenas o real,
O inevitável a todos,
Aquilo que agora vejo tão perto,
Aquilo que agora escurece meu olhar, 
E me faz não sentir mais nada.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Reflexos

Tudo ao vento,
Não poderei voltar a trás,
Está tudo gravado.
Em minha mente o eco das palavras é constante,
Não me canso de dizer tudo outra vez,
Sei que ainda não fui entendida,
Que minhas palavras ainda não tomaram forma,
Que ainda não sou bem mais que palavras.
Mas minha mão, não cessa,
Tenho a cede de me mostrar,
De me expressar,
De lhe mostrar,
Fazer-lhe se sentir, ali,
Em cada vírgula posta,
De penetrar em sua mente, e procurar seus medos,
Seus receios,
Desejos,
Momentos,
Melhores, e piores sentimentos,
De fazer-lhe refletir.
Quero fazer-lhe estar em frente a um espelho,
De palavras.

Antigo Futuro

Como em um passo de mágica
Me vejo cometendo meus erros,
Sei que não posso interferir,
Sei o que aquilo vai lhe custar,
Todo o sofrimento,
Toda a dor,
Porque não me deu atenção?
Porque teima em ir no mesmo caminho que trilhei?
Dor não pode ser passado ao outro,
É preciso que você sinta,
Sangre,
Chore,
Vá ao fim do poço.

Me ver em você é sangrar novamente,
Minha vida interferiu tanto na sua?
Não, não preciso dessa resposta,
Aumentar minha culpa não lhe fará voltar.

Mesmo sabendo que você vem ao meu encontro,
Que você estará ao meu lado de novo,
Não posso deixar você continuar,
Porque eu sei o que tem logo adiante,
Porque te ver aqui,
Seria morrer por duas vezes.

É necessário que você lute,
Não se deixe cair, como eu fiz,
Não me siga, eu não sou um exemplo,
Seja alguém novo,
Volte,
Perceba em quanto é tempo,
Sinta, veja,
Viva tudo o que sonhamos,
Me faça, pela sua vida, ser feliz.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Descrição de um Pesadelo Matinal

Como ele foi parar ali?
Em uma das salas uma senhora simpática,
Suas formas eram familiares
A genética tem lá seus traços de humor

Aquele lugar era sinuoso,
Vibrava uma como uma antiga perdição
Ornamentado por muita pelúcia e vaidade
Era a armadilha em que ele queria estar

Subitamente,
Tua voz ao fundo
“Finalmente vamos...”
E o que lhe resta é fugir.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Reencontrar-me

Se queres saber se me deixei levar,
Se me deixei cair,
Digo-lhe que não,
Não me isolei,
Apenas me desviei do caminho,
Atordoada com um mundo desconhecido,
Iludi-me com toda a beleza e ternura jamais vista,
Mas encontrei-me com seus pontos negativos,
Percebi que sou pequena e frágil,
Que minha força é escassa se longe da nascente,
Que sou feita de minhas escolhas.
Não lhe direi que consegui só,
Que não sofri na volta,
Que encontrei um caminho fácil de volta,
Lhe direi apenas que toda gota de água sabe como reencontrar a nascente.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Algumas Razões

Tenho razão de sentir saudade
Tenho razão de sentir sua falta
Ah esses beijos molhados
Um dia você me mata

Tenho razão para lembrar
Tenho razão para querer
Esse abraço gostoso
Seu carinho eu quero ter

Tenho razão para sonhar
Tenho razão para ver
Esse lindo olhar
Que me dão tanto prazer

Tenho razão enlouquecer
Tenho razão para estar assim
Meu amor eu te quero
Bem pertinho de mim.

Oração

E que essa chuva que molha meu rosto não se acabe,
E que toda minha agonia se dissipe,
Que minhas lágrimas,
Agora, misturadas com a chuva,
Vá embora,
Que a angústia que cobre meu peito,
Enevoa minha mente,
E distorce minha visão, 
Nunca mais volte.
Que eu receba tudo o que ela trás de lá,
Daquele lugar aonde só meus sonhos alcançam,
Do lugar de onde vem minha esperança,
Do lugar pra onde voa meu pensamento,
Que a chuva que agora me cobre,
Acolhe, 
Me envolve,
Me faça estar novamente em paz.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cinzas

A única coisa que consigo sentir agora é o ódio em minhas mãos...
Minha vontade incontrolável de gritar.
Sumir...
Tão grande quanto o amor.
Só que ainda mais destrutivo,
Ele me deixa mais forte,
Mais capaz, 
Capaz de fugir da responsabilidade...
De conseguir,
De não ter medo, 
De me fazer ver a verdade,
Ou de me esconder dela,
Sei que tal força é passageira,
E que no final,
Ele haverá destruído tudo o que existe em mim.
Mas agora,
A única coisa que posso fazer
É ceder a todos os meus desejos mais insanos, profanos,
É sentir.
Senti-lo me possuindo, destruindo...
Fazendo-me voltar às cinzas,
Fazendo-me fazer, encarar, sentir, 
Viver tudo outra vez.

domingo, 3 de maio de 2009

Degola

Oh sim, você prefere se contradizer não é?
Bebendo da falsa fonte de alegria do mundo
Aquele ali sentado, vestindo trapos
Talvez você queira compartilhar um pouco disso com ele.

Atravesse a rua
Esse será o dia em que a identidade humana ira morrer
Salve-a
Enfim, estou falando com mais um cúmplice destes crimes?!

Sim, corra para algum lugar
Você é perito em ver lógica nisso tudo
Estou cego
Me pergunto se não é melhor estar assim.

Quero saber o porquê de tanta correria
Tenho vinte minutos! E você?
Peças descartáveis correm por aí
Com seus retratos e vidas em vão.

Aquele ali sentado, vestindo trapos
Suas verdades estão bem escondidas
Certo dia ele foi chamado de irmão
Mataram o autor da frase
Morto na mesma degola da identidade humana.

sábado, 2 de maio de 2009

Estava tão frio, mas não era inverno
estava escuro, mas não era noite
estava tudo tao vazio
nada tinha cor, nada tinha graça
não tinha nada
Ah, tinha uma coisa
tinha eu
mas eu conta?
O que sou eu em meio o nada?
Eu sou TUDO.

domingo, 26 de abril de 2009

             

Em seus olhos vejo meu reflexo,
Assim como no mar, vejo o da lua
Meus sentimentos entregues por um olhar,
Não é necessário palavras quando estou contigo,
Nos condizemos, entendemos. 
Nos tornamos um só.
Sua boca me diz o que fazer,
Mesmo estando em silêncio,
Suas mãos me fazem sentir frio, calor e conforto,
Sem ao menos me tocar,
E teu beijo, 
Teu beijo me leva a acreditar,
Que contigo sou muito mais que a imensidão,
Do céu e do mar.

             

Noite fria com ar melancólico,
Tua agonia toma conta de meu ser,
Sua tristeza rompe meus sentidos,
Tu enlouquecer-me vai,
Me sinto desnorteada, entorpecida,
Por sentir,
Desinibir, odiar, temer,
E ainda assim amar você.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

             

Sei que és pra mim intocável
Inalcançável, 
E que tudo sempre será ilusão.
Mas será que isto pertence só a mim, 
Que esses sonhos e desejos rondam apenas o meu dia.
Me resta a indecisão.
Não sei se pensas em mim, como penso em ti,
Se a alegria que toma conta de meu ser, 
Possui-te ao mesmo momento,
É tudo tão constante, indeterminado, 
Distante e incontrolável pra mim, 
Que me sinto sufocada, 
Sufocada em meu desejo, 
Em meus pensamentos,
Agora, meu derradeiro, fim, 
Em ti.

             

Já não sei se estou onde estou,
Ou sequer estive, onde pensei,
Via o que acontecia,
Mas não percebi,
Que enquanto gritava por liberdade,
Queria fazer minhas regras, 
Queria ser indiscreta, correta
Foi manipulada,
Fiz o que me mandaram,
O que programaram,
Tudo foi uma farsa,
Minha rebeldia sem causa, 
Se tornou motivo de alegria pra alguém,
Mas acordei tarde,
Sou mudo paro o mundo,
E minha esperança está em quem vêm.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

             

Grande homem e pequna criança,
Muitos medos e pouca esperança,
cheio de virtudes, mas sem confiança em si, 
Um cristal pronto a ser lapidado
visível a quem convive, mas não a aquele que vive
Uma caixinha de surpresas pronta a se abrir.
faltando apenas se desinibir,
pra se exibir.
Um conselho? Voe.

Sutileza

Sentimento de leveza, 
Esclarecimento, 
Certeza.
Há muito tudo isso não sentia, 
Por um momento, euforia.
Sinto que estou de volta a mim, 
Sinto que estou no comando, 
Que estou mudando, 
E no lugar onde só havia o outro, 
Agora há muito de mim.

             

Dizem que aparência não é o que importa 
que tudo o que somos, representa-se pelo que fazemos, dizemos 
mas não me pareceu um empecilho e sim uma porta.
descobri que há muitas coisas em comum.
descobri, que pensamos, sentimos de uma mesma forma.
E ao mesmo tempo vemos a soma de nossos quereres em um só.
Num estágio avançado da coisa, e o que achei que só havia em mim, percebo que há em outro a raridade que é ser e estar no mundo e entender que cada um tem sua função e utilidade a criatividade de saber levar tudo isso de uma forma simples, de ter a leveza pra conseguir levar, ser tudo isso.

             

Vivi o passado,
Odiei o presente,
Temi o futuro,
E hoje só tenho a mim.
Perdi quem me amava,
Odiava, suportava.
Me perdi no tempo
Mas percebi uma coisa
O tempo não para
Ele passa
Vou esperar ele passar por aqui
e tentar me agarrar a ele
E esperar que ele me leve
A sentir o que ele me oferece.

domingo, 5 de abril de 2009

             

Por favor, segure minha mão
Não há mais nada que me faça seguro agora além disso
Sinta meu coração entre seus dedos
És o único que pode conforta-lo, acalmá-lo
Coração que bateu por outro coração
Sentimentos despedaçados
Pedaços que machucaram profundamente minha alma
E que ainda ferem
Sei que posso me regenerar
Não me esqueci de como é amar, 
Só quero esquecer um dia, de quem não me amou.

             

Palavras puras,
Sentimentos reais, 
Sonhos inusitados, criados,
Imaginados, 
Tuas palavras ecoam em mim, 
Me deixam em paz, 
Tudo o que há de confuso, 
Errado de estranho
Se perde em meio de um turbilhão de pensamentos,
Que vagam e vagam em minha mente sem saber aonde querem chegar
Sem saber se vão chegar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Nada a mais

Meu corpo está inerte, 
Minha alma está vazia.
Não vejo, não sinto, não ouço, não falo,
Não minto,
Me omito.
Não há mais esperanças, 
Não há mais nada em mim,
Tudo se tornou silêncio.

sábado, 28 de março de 2009

Tempo

Os mesmos olhos...
A mesma boca..
O mesmo corpo...
Tudo parece estar como sempre foi..
Mas algo em mim diz que não..
Há buracos em minhas lembranças...
Me sinto perdida em mim, 
Me olho no espelho, 
E me encontro novamente...
mas as marcas..os sinais...
estão diferentes..
não me reconheço mais.
O tempo passou.

Vazio

Os momentos vagam pela minha mente, silenciosamente, disfarçadamente.
nada parece fazer sentido, e isso faz com que eu me sinta perdido, entorpecido.
em minha cabeça tudo se entrelaça, sentimentos, momentos, palavras.
palavras pensadas, ditas, escritas.
em mim tudo se perde, se esquece, se apaga, se finda.
e no final a sensação de vazio se apodera de mim, 
o que me resta é seguir a vida, 
viver novos momentos, sentimentos.
dizer, escrever, ouvir, pensar novas palavras, 
e voltar ao simples vazio.

Ainda eu

O tempo passa e eu continuo a mesma
Defeitos, virtudes, o jeito
O mesmo olhar crítico ao mundo,
Com a mesma barreira pra tudo, inútil

O mesmo jeito aluado de viver
A mesma forma despretensiosa de ser
A sonhadora, encantada, 
Desiludida, frustrada, 

De nada me serviu os tombos, 
Ficou tudo no passado, 
E a mesma pedra que me fez cair, 
Me faz cair mais uma vez, 

Eu já sei como ela é, 
Já conheço suas marcas, os seus modos, 
Já sei que ela pode machucar
Já sei o quanto dói as feridas causadas, 
As vezes sinto medo
Mas ainda assim me deixo levar, 
Cair, cegar
Creio que por toda minha vida vai ser assim, 
Acreditar, cair , levantar, seguir

Mas ainda consigo acreditar, 
Que aquela pedra no meu caminho 
Possa me ajudar, 
Me guiar, libertar.
Acreditar que sou capaz, 
E de alguma forma me fazer viver em paz.

Momentos

Momentos de alegrias são interessantes, 
Normalmente acontecem quando não esperamos que eles venham.
Parece que desta forma, eles se tornam ainda mais gratificantes, 
Importantes.

Vêem em forma de poesia, 
Palavras escritas, cantadas ou gritadas, 
Em forma de risadas,
Contidas ou escancaradas.

Pode vir com um abraço apertado, 
Um sorriso do outro, 
Um olhar amigável.

Eles vêem quando não são chamados,
Pedidos, ou programados,
Vem e trazem com eles clareza, 
Leveza.

São tais momentos que fazem com que continuemos vivendo a vida.
Com a certeza de que por menor que seja o tempo, 
Em algum momento seremos felizes.

domingo, 22 de março de 2009

Instantes

Quando te vejo, 
Tenho o desejo
de estar inteiramente com você.
Sentimento inconstante, Por ser momentos de instantes, 
Ás vezes de vejo distante e nada posso fazer. 
Ao passar por mim,
mesmo despercebida,
Uma enorme alegria toma conta de mim.
Alegria tão grande que mesmo só por instantes parece que nunca terão fim.
Mesmo apaixonada,
Já estou cansada desses sonhos existirem só em mim.
Vou tocar minha vida,
Achar uma saída,
sair dessa magia,
Agora eu apenas vou cuidar de mim!

Querer Ser

Queria saber as palavras certas
os momentos corretos, o jeito secreto
Queria ser mais invulnerável, amigável, momentânea, insana.
Ser sem limites, não ter requintes, não ser feita de palpites
palpites de quem me ama, me engana
Queria poder ser eu, sem pudor
sem me sentir culpada por isso, 
sem me sentir desapropriada por ser ou pensar isso.
Queria poder amar sem ter medo, 
do erro, do possível desapego, ou da dor.
Queria viver sem pensar nas consequências de ser só eu.

sábado, 21 de março de 2009

Sinto-me só

Sentada em meu quarto, 
imagino, idolatro
a simples idéia de fugir daqui
Imagino minha vida, 
sendo em fim, bem vivida
bem longe daqui
Haverá despedidas, 
choro de tristeza e alegria
daqueles que gostam verdadeiramente de mim
Mas também haverá falsidades, 
mentiras, comoções que estarão ali simplesmente por ser uma despedida.
Sei que me sentirei só, 
que chorarei,
que gritarei, 
Mas serei livre.
Irei ver o mundo diferente, 
levar a vida pra frente, 
E as lágrimas de tristeza terão fim.
Ficarão somente lembranças, gostosas de uma criança,
que viveu sua vida, 
Uma vida com chegadas e partidas, encontros e desencontros, lágrimas e sorrisos.
E no final da minha vida, 
Quando for a minha real despedida 
ainda terei a esperança de que para aquelas crianças, 
do meu passado distante, 
para algumas amizades jamais terei fim.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Coração Negro

Coração escuro, só, atormentado
coração triste, coração amargurado
triste só ando na estrada da vida,
sem sol, sem rumo. sem guia
você é meu rumo, meu sentido
meu guia, meu amigo
meu achado e meu perdido
meu caminho e desatino
minha solidão, minha paixão
minha vida, minha sina.

Encontro pedras no caminho,
caio, me levanto
faço isso de ano a ano
me perco no caminho, te acho
me vejo no escuro do espaço
se estou só, estou como sou
se não já não sei quem sou.

De repente me perco
viajo no meu desejo,
te procuro, te esqueço
te escondo mas ainda te vejo.
te escuto, mas não quero
te odeio, mas te espero.
Ninguém me compreede.
Me vejo só no escuro
com meu coração negro sozinho e puro.