terça-feira, 5 de junho de 2012

00:31


Poeta até meia noite e meia, eis que sou.
Escrevo frases tresloucadas ao som de músicas regadas,
A uma boa dose de tristeza e amargura.
Amargo minha vida,
Dito coisas, invento saídas e rimas.
Depois me afago entre as cobertas,
Com a estranha sensação de ter me definido,
Com dois ou três grunhidos dados em palavras mesquinhas,
Já muito usadas.
Sinto-me clichê...
Dou risada da minha desgraça e adormeço estranhamente,
Ironicamente,
Feliz! 

Se


Se o tanto que eu sinto, coubesse em tudo o que eu digo.
Talvez esse nó na garganta não existisse.
Talvez eu não sentisse esse peito quase explodir.
Talvez se tudo o que faço se resumisse naquilo que quero,
Eu não faria tantos planos, não me frustraria tanto.
Talvez se o mundo fosse outro,
Talvez se meu mundo fosse outro,
Talvez se meu futuro fosse oco,
Talvez se meu resumo fosse pouco
Talvez esses versos não fôsseis loucos.