domingo, 2 de outubro de 2011


Se  tu, facilmente desapegastes,
esquecestes,
então vás.
Embrenha-te em teus caminhos,
viva em paz.
Mas não te esqueças,
que guardo comigo,
com anseio,
tua voz me dizendo:
 _Até mais!

Reconheça


             E se tudo que vivemos sumir,
                    de minhas, de suas,
                          Lembranças;
dessas que voltam a nossa mente, como um sonho.
           dessas que por vezes duvidamos que                      
                     estivemos naqueles,
                          Momentos;
                desses que se eternizam.
   desses que procuramos incansávelmente viver                  
                         outras vezes,
                  e que nunca são iguais,
                      as vezes são mais,
                      as vezes são menos
                       do que o esperado.
                  tão esperado reencontro,
                  da lembrança com o ato,
                      do sonho com o fato,
                De fato, nada se reencontra,
                   o que nos resta, é nos
                            Reconhecer!


   Muito prazer!

sábado, 24 de setembro de 2011

Autorretrato

Moldei tudo de acordo com seus traços,
rascunhei outras linhas,
ritmei ao teu compasso,
Descobri: estava sozinha.
Não havia espaço em seus quadros.
Joguei fora teus retratos, moldes, lápis,
os teus rastros.
Comecei tudo de novo, à tinta,
desta vez,
autorretrato.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Renascer.

A cada pôr-do-sol renovo-me
Como fênix faço.
Deixo todos os temores,
rancores, vazarem,
queimarem.
Pelos poros, pelos olhos,
pelas veias, pela derme, epiderme.
E aos poucos me faço cinzas.

Enquanto a noite me chega, me cega,
tudo em mim reluz,
me vejo crua,
despida de todas as máscaras e
mágoas que armazenei.

A lua vem,
a luz retorna,
a máscara volta,
a vertigem acaba.

Espero-te Hipnos

Longos dias,
duras horas.
Muitos motivos,
poucas palavras,
ainda menos respostas.
Tranco as portas e adormeço.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mundo Insano

Crianças sendo jogadas no mundo,
crianças já cedo criando seu mundo.
Responsabilidade lançada,
o peso do mundo, o preço do futuro,
a estrada, a névoa, a pedra e o tombo.
joelhos calejados.
pálpebras cansadas
e lá vem mais um dia.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Esvazie-se

Esvazie-se.
dos temores, do rancor.
da alegria, do amor.
da inocência, da decência,
da tristeza, egoísmo, consistência,
paciência, da veemência.
excesso, cega.
Pote cheio transborda.

domingo, 29 de maio de 2011

Inspiração

Como posso eu,
quando não consigo descansar o corpo,
melhor a mente saber usar?!
Pois é assim que se sucede,
quando meu corpo se nega a sucegar,
minha mente se liberta, vai pra outro lugar.
Me faz ver e agir diferente,
pensar e escrever de maneira inconsistente.
Submergir o meu surreal.

sábado, 14 de maio de 2011

Sussurros

Tormentos,
lembranças que me perseguem,
todo o tempo sua voz,
todo tempo seu olhar,
todo tempo sua imagem.
Tudo me leva de volta,
a música, o silêncio,
o arrepio.
E de novo a sensação,
de ter que evitar,
de não pensar
mas não querer esquecer.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Si

E como se desprender
de laços tão fortes, tão lindos.
E como  se evita a dor,
evita a falta, o amor.
E como não reviver,
se o dia ensiste em me fazer te ver,
no pôr do sol e nascer da lua.
As luzes em movimento,
na textura da água, me trazem nossos momentos.
O vento me acorda, suave realidade,
apenas mais uma nota só,
mais uma nota sol.

sábado, 9 de abril de 2011

Infortúnio

Estranha sensação de estar em casa,
Alguns me  perguntariam, como?!
E eu provavelmente não saberia responder!
Porque apesar de tudo que amo,
Estar em outro lugar,
e eu a tão  pouco tempo aqui habitar,
pela primeira vez,
me sinto completa.
Nada meu anda a vagar,
pelos sonhos ou passado,
Enfim,
Alma, corpo e mente em um só lugar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

...

E é sempre assim,
Quando tudo começa a dar certo,
me devolvo ao passado.
Confesso que já não me entendo.
Acho que gosto de sentir dor,
invoco a melancolia em dias de sol,
comemoro a total falta de companhia.
Ouço justamente as músicas que me
fazem sentir mal,
que me fazem regressar a tudo aquilo que me sufocava.
Sofro, choro
e só então me sinto feliz mais uma vez.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Trajetória

Todos nascemos puros e doces.
cheios de alegria, sinceridade,
em nossos sorrisos e olhares.
Carinho por todos e tudo,
amamos com naturalidade o mundo.
Crescemos, e perdemos com o tempo,
o cabelo e os dentes,
a fragilidade
e boa parte da sinceridade.
Nos tornamos amargos,
perdemos e não vemos mais o brilho..
das estrelas e do luar,
das ruas úmidas em que caminhamos,
dos poucos vagalumes vagando.
Então nos queixamos.
Culpamos o mundo, e o restante ao nosso redor,
nos cegamos pouco a pouco,
com nosso excesso de rancor.

sábado, 12 de março de 2011

Águas passadas, ainda vivas.

Sumiu,
as conversas fiadas
as altas risadas,
o rock e o cantil.
Senti,
a dor ainda mais forte,
surgiu,
cicatrizes sem corte
e o silêncio assumiu.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Viver

Nasci.
Abri meus olhos e chorei.
Músculos doeram, cresci.
Dei sorrisos, agradeci,
levantei o dedo, e perguntei,
e  com as respostas eu aprendi.

O  ponteiro girou,
o calendário mudou..
momentos inesquecíveis vivi.
A vergonha, as vezes,senti.
veio em meio aos erros e desculpas pedi,
algumas vezes me arrependi,
poucos segredos de mim, guardei.

Então, a oportunidade surgiu,
coragem criei,
lágrimas caíram,
família, costumes e amigos, deixei.
Finalmente asas bati.
e dentre o bater de asas me ocorreu,
que o céu que antes era limite,
em minha ponte se submeteu.

sábado, 8 de janeiro de 2011

E aí bate aquela saudade,
saudade das coisas simples,
das que não dei valor.
Momentos antes bobos
tornam-se lembranças de total felicidade.

E o coração aperta,
e as lágrimas caem,
muitas vezes em meio a sorrisos.

A noite acaba,
então volto a viver o presente
e muitas vezes me esquecendo do passado,
mas ainda o sentindo.