O tempo passa e eu continuo a mesma
Defeitos, virtudes, o jeito
O mesmo olhar crítico ao mundo,
Com a mesma barreira pra tudo, inútil
O mesmo jeito aluado de viver
A mesma forma despretensiosa de ser
A sonhadora, encantada,
Desiludida, frustrada,
De nada me serviu os tombos,
Ficou tudo no passado,
E a mesma pedra que me fez cair,
Me faz cair mais uma vez,
Eu já sei como ela é,
Já conheço suas marcas, os seus modos,
Já sei que ela pode machucar
Já sei o quanto dói as feridas causadas,
As vezes sinto medo
Mas ainda assim me deixo levar,
Cair, cegar
Creio que por toda minha vida vai ser assim,
Acreditar, cair , levantar, seguir
Mas ainda consigo acreditar,
Que aquela pedra no meu caminho
Possa me ajudar,
Me guiar, libertar.
Acreditar que sou capaz,
E de alguma forma me fazer viver em paz.
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