quinta-feira, 29 de julho de 2010

'Z'

Desde seu sorriso sem graça,
Que desmanchava seu jeito de mau,
Ao seu jeito momentaneamente carinhoso de olhar.
Desde seu abraço apertado,
Ao seu cumprimento meio engasgado.

Desde suas brincadeiras
Com risadas nada contidas,
A seus papos sérios.
Desde seus agradecimentos, quase sempre por nada,
A sua maneira de se desculpar,
Me perdoar.

Desde nossas conversas sem nexo,
A nossas confissões sobre os ‘nossos mundos’,
Desde sua vergonha,
Até a liberdade que inesperadamente pegava,
Desde seus mais simples gestos e falas,
A aqueles que me faziam rir e ficar brava.

De tudo sinto saudade.
Até mesmo da sensação de tristeza que sentia
Por saber que não o veria numa quarta chuvosa,
À certeza de que no dia seguinte o veria mais uma vez.

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