terça-feira, 27 de maio de 2014

Do lado de lá

Eu que sempre estive sob holofotes, te encontrei em um feixe de luz que atingiu sua escuridão.
Eu que vivi no escuro, notei em você aquilo que os holofotes cegam,
eu que sempre vivi com o pé no chão, mantenho meus olhos no céu, e assim te vi.
eu que voo sobre tudo, ao abaixar a guarda, te vi como um ponto seguro na terra onde eu podia pousar,
sempre me mantive longe d'agua, e te encontrei ao me afogar,
a água era extensão de mim, mas só quando o sol secou-me pude te encontrar,
eu sempre soube qual era a probabilidade de te encontrar,
eu sempre soube que te encontraria, por extinto, por tanto procurar,
eu que tanto planejei te encontrar, só te encontrei ao deixar o acaso me levar.

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